MENU
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/35584e29629fc910ccedd279b0e97c75.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/562a627a9cdcac0d46cc68214d19e8c3.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/633321d5bdb05a7fb4d137c1ba2d9a1c.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/678502f918b7523480592fc0404f31fb.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/80851c8a73300184025d8b8b3b0dae2c.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/20b527369e4d8311908c0782eb7d9c18.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/dbc2829a32c79840417553acc3aaf975.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/514a243b5ba38e748fc9d58a488b65db.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/7ffc36c711d42912fc06295e05da2bb4.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/761f32f25002d95da9130806c5eb879d.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/0fd335992b4869713fb0df31c4b2a9cd.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/ccd189216095580aa1b2175a9c8ea0a1.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/b4df2af4ad38319f8ff4185cb5f8eb76.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/de2361e34137a6460e7bb394adc00d5a.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/60229fbf937eede6dfa18e5a8ec5f642.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/69b690f861d15d54ef6e6a194d0f7d80.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/76d7acf49acc76ef5019a58c6a23f6f5.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/bcedb0935ac754e1245dacfd16df6893.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/059100511c0c74f1d39cc87cf9c75853.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/df20d7304e5f83254f0c18602f67c998.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/9629c4732b7d0505a9839fcfd783b091.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/dad3fb0c87b190a44c321fd0c052ee2b.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/eafead4936644a59127dd91bd933d3af.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/19486d612b16e861d67f76f596928efe.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/d6de1dfd1bf2eac9e5c519329b1312a4.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/56c0bc6291dbdc1098f2c21e33992d56.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/3543/slider/472156e94a63b936d31ef6069d71ade8.jpg
Receita arrecada R$ 3,1 bilhões com IR sobre dividendos
Valor equivale a 18,3% da previsão revisada para 2026
Agência Brasil - Por Wellton Máximo
Publicado em 26/08/2026 17:26
Últimas Notícias
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Principal alternativa do governo para compensar a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, a tributação sobre lucros e dividendos continua a arrecadar menos que o previsto. De janeiro a julho, a Receita Federal recebeu R$ 3,145 bilhões com a medida, o equivalente a apenas 18,3% da previsão revisada de R$ 17,2 bilhões para todo o ano.

A estimativa inicial do governo era arrecadar cerca de R$ 28 bilhões com Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre dividendos acima de R$ 50 mil por mês. O valor foi reduzido para R$ 17,2 bilhões no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado em julho.

Do total arrecadado até julho:

• R$ 2,043 bilhões vieram de dividendos pagos a residentes no Brasil;

• R$ 1,102 bilhão correspondeu a valores pagos ou remetidos ao exterior;

• somente em julho, foram arrecadados R$ 906,65 milhões, maior resultado mensal desde o início da cobrança.

Receita sobe mês a mês

Apesar de o montante acumulado estar abaixo da previsão anual, a arrecadação vem crescendo ao longo de 2026.

Os valores passaram de R$ 5,5 milhões em janeiro para R$ 906,65 milhões em julho. A evolução mensal foi:

• Janeiro: R$ 5,5 milhões;

• Fevereiro: R$ 151,5 milhões;

• Março: R$ 306,6 milhões;

• Abril: R$ 421,5 milhões;

• Maio: R$ 651,9 milhões;

• Junho: R$ 701,5 milhões;

• Julho: R$ 906,65 milhões.

Fonte: Receita Federal

A parcela relacionada a dividendos remetidos ao exterior também ganhou peso durante o ano. Em julho, foram arrecadados R$ 419,28 milhões nessa modalidade, contra R$ 5 milhões em janeiro.

Receita vê incerteza

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, afirmou que ainda não há elementos técnicos suficientes para concluir que a arrecadação esteja abaixo do esperado.

“Tecnicamente, não há fundamentos para dizer que a arrecadação com IRRF sobre dividendos está abaixo do esperado", respondeu.

Segundo Malaquias, a distribuição de lucros pelas empresas não segue um calendário fixo e pode variar ao longo do ano.

“A distribuição de dividendos é um ato voluntário das empresas, com critérios próprios, e não existe uma data prédeterminada para que as companhias façam a distribuição”, justificou.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita afirmou ainda que as projeções são reavaliadas periodicamente.

“A base de dividendos que foi considerada na projeção é a base de dividendos que vinha sendo apresentada pelas empresas. Pode ser alterado? Pode. Por isso a cada dois meses fazemos a revisão”, declarou.

Nova regra

A tributação dos dividendos começou a valer em 1º de janeiro de 2026, após mudanças promovidas pela Lei 15.270, de novembro de 2025.

Para pessoas físicas residentes no Brasil, passou a incidir IR de 10% sobre lucros e dividendos pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa no mesmo mês quando o valor ultrapassa R$ 50 mil a cada 30 dias.

Para lucros e dividendos pagos, creditados ou remetidos ao exterior, também foi estabelecida alíquota de 10%.

A mudança foi criada como parte do mecanismo de compensação pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), que passou a beneficiar quem recebe até R$ 5 mil por mês, além da redução do imposto para contribuintes com renda mensal de até R$ 7.350.

Impacto nas contas

A equipe econômica estimou inicialmente que a ampliação da isenção do IRPF provocaria uma perda de arrecadação de aproximadamente R$ 28,04 bilhões em 2026.

A tributação dos dividendos foi planejada para compensar parte desse impacto. Entretanto, a arrecadação até julho ainda está distante da previsão anual, mesmo considerando a estimativa revisada de R$ 17,2 bilhões.

A Receita ressalta, porém, que a arrecadação com dividendos não ocorre de maneira linear. Enquanto o imposto descontado dos salários produz efeitos mensais mais previsíveis, a receita sobre dividendos depende das decisões das empresas sobre quando distribuir seus lucros.

O ajuste definitivo relacionado ao chamado imposto mínimo sobre altas rendas será feito posteriormente, na declaração anual.

Revisão em setembro

Questionado sobre a possibilidade de arrecadar cerca de R$ 14 bilhões entre agosto e dezembro para alcançar a previsão revisada, Malaquias afirmou que o Fisco seguirá o calendário oficial de acompanhamento das contas públicas.

“A Receita Federal obedece a esse regramento. Qualquer antecipação feita de informações de natureza fiscal e econômica fora das regras, a Receita estaria extrapolando seu papel institucional”, disse.

A próxima revisão das projeções ocorrerá na divulgação de setembro do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

 

Fonte: Agência Brasil
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Agência Brasil.
Comentários